Personagens importantes da Igreja

 

 

1- PE. EUGÊNIO ÂNGELO GIORDANI

“Nasceu a 10 de julho de 1910 em Encantado, RS. Seus restos mortais repousam sobre a Pedra Fundamental da Igreja que idealizou. Isto, a nosso ver, dá a São Pelegrino o privilégio de possuir duas Pedras Fundamentais. Foi o primeiro pároco de São José de São Pelegrino, paróquia criada por D. José Barea a 27 de fevereiro de 1942. Logo em seguida, a 8 de março, Pe. Giordani tomava posse” (BRUGALLI, A., Portas de bronze, p. 16).


“A par das atividades diárias para a instalação da nova paróquia de Caxias do Sul, o Padre Giordani pensava alto e projetava a construção do templo definitivo, preocupação que ocupava sua mente como uma obsessãointensa. Contatos foram mantidos com engenheiros, arquitetos, professores universitários e construtores, para a elaboração da planta e planejar a construção do futuro templo. Viagens e mais viagens se sucederam, bem como contatos com próceres da área da construção civil e com renomados professores universitários dos cursos de engenharia, para que fosse elaborado um projeto à altura do progresso e desenvolvimento do bairro e da própria cidade de Caxias do Sul” (GIORDANI, A. O sacerdote que acreditou, p. 43).


Após dez anos de construção, Pe. Eugênio Giordani, o sacerdote que acreditou, viu  sua fé concretizar-se no erguimento da Igreja São Pelegrino. Em 19 de março de 1944 foi abençoada a pedra fundamental da igreja. E em 1953, em 2 de agosto foi inaugurada solenemente a nova matriz, numa celebração presidida por Dom Benedito Zorzi, segundo bispo de Caxias do Sul. O arquiteto responsável pela obra foi Vitorino Zani e os engenheiros, os Senhores Luiz Lessegneur de Faria e Leovegildo Paiva.


“Além de ter presidido a Associação Rural e o Aeroclube de Caxias do Sul, de ter organizado, instalado e presidido a Ação de Recuperação Social (ARS), de erguer as primeiras habitações populares na história da cidade, algumas das quais ainda resistem ao tempo, deixou na alma de seus paroquianos a marca indelével de um sacerdote exemplar, de um conselheiro espiritual virtuoso e de um líder na mais plena acepção da palavra” (BRUGALLI, A., Portas de bronze, p. 17).


Na área educacional, o Pe. Giordani foi um homem não somente preocupado como muitos, mas sempre ativo aplicava soluções, buscando meios e modos onde os encontrasse. Assim, ergueu a Escola São Vicente, no Burgo. Apoiou as irmãs Carlistas do Colégio São Carlos na instalação do Instituto São Carlos, no Bairro Marechal Floriano. Foi por sua missão de pastor que Caxias do Sul conta com o Carmelo, onde um grupo de irmãs se dedicam à oração e à meditação, como intercessoreas. Outras escolas que receberam o impulso dele: Escola Madre Joana de Camargo, no bairro Medianeira; Dom Vital, no Rio Branco; Lar da Criança Euzébio Beltrão de Queiro, no bairro do mesmo nome; Escola Ana Fadanelli e a implantação, pelos irmãos Lassalistas, do Colégio La Salle. Pouco importa que essas escolas, com exceção da São Carlos, da La Salle e da São Vicente tenham passado para a tutela do Estado e até mudado a denominação inicial. O que importa foi a semente que frutificou” (BRUGALLI, A., Portas de bronze, p. 18).


Seu óbito ocorreu a 6 de março de 1985, às 23h57min, no Hospital Pompeia, em Caxias do Sul. E foi sepultado aos pés da imagem da Pietà.
“Em sua lápide, aos pés da Pietà, apensa duas palavras: “Sacerdos Crédidit” (Sacerdote que acreditou) falam mais alto que qualquer biografia que dele se possa fazer. O certo é, porém, que mais de quarenta anos dedicados a uma comunidade o fizeram admirado por sua dinâmica, idealismo e perseverança. Por sua capacidade empreendedora, por seu espírito solidário, por suas multifacetadas atividades de religioso, samaritano no mais profundo de seus dignificado, político combativo e homem de muitas realizações, deveria ter sido mais reconhecido em vida” (BRUGALLI, A., Portas de bronze, p. 16).

 

2 - ALDO DANIELE LOCATELLI

Nasceu em Villa D’Almè, tranquilo subúrbio da cidade de Bérgamo, Itália, aos 15 de Agosto de 1915. Realizou seus estudos, desde o primário até a láurea acadêmica, na sua própria cidade natal. Terminado o curso de Artes Plásticas, foi contemplado com uma bolsa de aprimoramento na Escola de Belas Artes de Roma, graças ao excepcional aproveitamento que sempre demonstrara, ao longo do currículo normal. Em seguida, eclodiu a Segunda Guerra Mundial, em cuja trágica jornada sua pátria mãe também se envolvera. Foi chamado às armas e serviu no norte da África, onde, em ferozes combates, um estilhaço de granada o atingiu na altura da garganta, deixando-lhe, até a morte, uma ampla cicatriz.

Após o armistício e a desmobilização geral, buscou, incontinente, reencontrar sua verdadeira vocação. Foi bater às portas do cubismo, do modernismo em suas variadas fases, do futurismo abstracionista, do impressionismo, na esperança de descobrir novas formas de expressar o belo como ele o sentia, por meio de seu privilegiado pincel. Não se fixou em nenhuma dessas escolas. Apenas, recebeu das mesmas indisfarçável influxo que o levou do Barroco, do acadêmico-clássico como o seguido na Catedral de Pelotas, até ao auge de sua autêntica criação alcançada na realização de sua famosa Via Sacra da Igreja São Pelegrino.

O pincel do exímio artista começou a ser glorificado, quando a Comissão de Restauração da Catedral de Gênova abriu, na Itália, Pátria das Artes, concorrência pública para restaurar as pinturas do vetusto templo. E entre os inúmeros concorrentes saiu vitorioso o desconhecido pintor Bergamasco, Aldo Daniele Locatelli. Foi receber a obra concluída a Comissão de arte do Vaticano, cujo laudo, publicado no L’Osservatore Romano, assim começava:
“Aldo Locatelli, il mago dei colori”, Aldo Locatelli, o mago das cores, sobremaneira honroso apelido com que era distinguido, principalmente entre os meios intelectuais e artísticos em especial de seu tempo.

Em seguida, restaurou quadros no Vaticano, realizou obras de fôlego em Milão, em Nápoles e em outras cidades de sua Pátria. Graças a isso, sua amizade pelo futuro Papa João XXIII, então Núncio Apostólico em Paris, do qual era conterrâneo e vizinho, foi se acentuando cada vez mais. Foi quando Dom Antônio Zattera, então bispo de Pelotas, fazendo uma viagem à Europa e passando por Paris, visitou o Núncio Apostólico, Mons. Angelo Giuseppe Roncalli, o futuro Papa Giovanni. O operoso Bispo estava interessado em restaurar a própria Catedral, motivo porquê solicitou-lhe indicasse um pintor emérito para pintar o notável templo pelotense. E Mons. Roncalli teria logo exclamado: “Mas convide meu amigo Aldo, meu vizinho sotto i monti e pode estar certo de que lhe produzirá um excelente trabalho”.

E a “Princesa do Sul” deixou Locatelli marcas indeléveis de seu gênio criador. Em Pelotas também fundou a “Escola de Belas Artes”, da qual foi exímio professor. Posteriormente, transferiu-se para a Capital do Estado, Porto Alegre, onde foi contratado como professor da Escola de Belas Artes da Universidade Federal. Deixou obras de acentuado valor, em especial, no saguão da mesma Universidade, no andar superior do Palácio Piratini, sede do Governo do Estado, na Catedral Metropolitana, no Aeroporto Salgado Filho, na Catedral de Santa Maria, na de Joinvile de Santa Catarina, na Igreja Matriz de Itajaí-SC, em diversos bancos de São Paulo, em Brasília, no centro administrativo de Caxias do Sul, entre outros.

Seu trabalho máximo, no entanto, ficou em Caxias do Sul, na Igreja São Pelegrino. Ali avulta, pelo vigor, pela grandeza, pela originalidade da concepção, pela magia das cores, pela linguagem da anatomia saltante das próprias telas sua obra prima, como ele mesmo considerava. A Via Sacra, canto do cisne do pranteado Gigante do Pincel. Esta obra, em parte, foi inaugurada pelo Presidente da Itália, Giovanni Gronchi, quando de sua visita à Caxias do Sul, no dia 13 de setembro de 1958. Aldo Daniele Locatelli faleceu em 3 de setembro de 1962, em Porto Alegre, no Hospital Ernesto Dorneles, após ter-lhe sido extirpado um pulmão carcomido pelo câncer, aos dd47 anos de idade, como brasileiro naturalizado e em pleno vigor de seu gênio criativo. Deixou a prantear-lhe a partida tão premura a esposa Mercedes e dois filhos, ambos nascidos no Brasil, bem assim uma plêiade de admiradores de seu talento excepcional, de sua integridade de caráter, de suas virtudes humanas encantadoras, de seu acendrado amor pelo Brasil, sua Pátria de adoção, a que legou um imenso patrimônio de encantadora beleza.
(Pe. Eugênio A. Giordani)

3 - EMÍLIO SESSA

Emilio Sessa nasceu em Bérgamo, na Itália e faleceu em Porto Alegre, Brasil. Foi um pintor muralista ativo no RS em meados do século XX.
Transferiu-se para o Brasil em 1948 e dedicou-se à pintura sacra, deixando murais em várias igrejas do estado. É conhecido também pelo seu trabalho de assistente de Aldo Locatelli em várias obras deste último, como as do Palácio Piratini, da Igreja Santa Teresinha do Menino Jesus, em Porto Alegre, da Igreja São Pelegrino, em Caxias do Sul, do Aeroporto Salgado Filho em Porto Alegre. O jovem talentoso, antes de emigrar já havia realizado obra significativa em sua terra natal.

 

 
     
     
     

 

Acesso Restrito Help Desk Evangelho do Dia Twitter Facebook Linkedin A Empresa Serviços Clientes Contatos Acesso Restrito Help Desk Home Page A Empresa Serviços Clientes Contatos Acesso Restrito Help Desk A Empresa

 

 

 

 

 

Acesso Restrito Help Desk Twitter Twitter Facebook Linkedin A Empresa Serviços Clientes Contatos Acesso Restrito Help Desk Home Page A Empresa Serviços Clientes Contatos Acesso Restrito Help Desk A Empresa Evangelho do Dia Evangelho do Dia