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03/07/2021 - DIOCESE DE CAXIAS DO SUL APOIA AÇÕES DO JULHO VERDE, EM CONSCIENTIZAÇÃO AO CÂNCER DE CABEÇA E PESCOÇ

Uma das ações é a iluminação das fachadas das igrejas na cor verde, em alusão à campanha; além disso, o Grupo de Apoio aos Laringectomizados Totais de Caxias do Sul irá participar de celebrações em paróquias da região


 

A Diocese de Caxias do Sul, por meio da Coordenação de Pastoral, apoia as ações da campanha "Julho Verde", liderada pela Associação de Câncer de Boca e Gargantao (ACBG), em parceria com a Sociedade Brasileira de Cabeça e Pescoço (SBCCP) e dinamizada na Serra Gaúcha pelo Grupo de Apoio aos Laringectomizados Totais de Caxias do Sul (GALC). Em 2021, a Campanha Nacional de Prevenção do Câncer de Cabeça e Pescoço fixa o slogan “O câncer tá na cara, mas às vezes você não vê”. A mensagem visa conscientizar a população sobre a importância do autocuidado e atenção aos primeiros sinais e sintomas da doença para obtenção de um diagnóstico precoce, ampliando as taxas de cura com menos sequelas. 

 

Uma das ações é a a iluminação das fachadas das igrejas na cor verde, em alusão à campanha. Na cidade de Caxias do Sul, as paróquias São Pelegrino e São Pio X, que possuem a tecnologia LED, aderiram à iniciativa, bem como a Paróquia São Pedro, de Garibaldi, entre outras. Além disso, o GALC irá participar de celebrações em paróquias da região. No domingo, 11 de julho, o coral do Grupo, formado por pessoas que perderam a laringe em virtude do câncer, irá cantar no final da Missa das 19h na Catedral Diocesana.

 

Em Caxias do Sul, o Monumento Jesus Terceiro Milênio, nos Pavilhões da Festa da Uva e o prédio da Câmara Municipal também estão iluminados com a cor da ação.

 

Saiba mais sobre o Julho Verde

 

A cada ano, mais de 40 mil novos casos são registrados no Brasil tardiamente. Neste ano, por conta da pandemia da covid-19, chama-se atenção para a exposição de pacientes de câncer de laringe traqueostomizados (pessoas com orifício que permite a comunicação entre a traqueia e o meio externo) à doença. Os mesmos estão completamente vulneráveis ao vírus, são imunocomprometidos, sem qualquer proteção que impeça a contaminação direta no pulmão pelo coronavírus. 

 

Anualmente, o Instituto Nacional do Câncer (INCA) registra cerca de 40 mil novos casos de cânceres de cabeça e pescoço, denominação genérica de tumores que se originam em regiões das vias aéreo-digestivas, como boca, língua, gengivas, bochechas, amígdalas, faringe, laringe e seios paranasais. Os principais fatores de risco para estes tumores são:
 

● Consumo de tabaco (todos os tipos de cigarros, charutos e cachimbos) e álcool;
● Má higiene bucal; 
● Infecção viral pelo vírus do papiloma humano (HPV), transmitido principalmente através de relações sexuais desprotegidas (inclusive sexo oral); 
● Consumo de bebidas quentes, principalmente as tradicionalmente servidas em temperaturas muito altas, como o chimarrão/mate; 
● Exposição excessiva ao sol (câncer de lábios, couro cabeludo); 
● Exposição durante o trabalho à poeira de madeira, poeira de têxteis, pó de níquel, colas, agrotóxicos, amianto, sílica, benzeno, produtos radioativos; 
● Infecção pelo vírus de Epstein-Barr (EBV), que pode causar a mononucleose infecciosa, uma manifestação do vírus transmitida por contato com outras salivas. 

 

“Até 2022, cerca de 45 mil pessoas no país poderão perder parte de suas faces por causa do câncer na cavidade oral. Em média, 22.950 brasileiros correm o risco de perder a voz em consequência de um câncer de laringe. Precisamos agir”, alerta Melissa Ribeiro, fundadora e presidente voluntária na ACBG Brasil. 

 

Neste contexto, destaca-se o diagnóstico tardio: a cada quatro novos casos, três chegam em estágio avançado da doença, resultando no óbito de cerca de 50% desta população. Por isso, procure um médico ou dentista, caso sejam identificados um ou mais dos principais sintomas e sinais que durem por duas semanas ou mais: 


● Ferida no rosto/boca que não cicatriza; 
● Mancha avermelhada ou esbranquiçada na boca; 
● Dentes moles ou dor em torno deles; 
● Mudança na voz ou rouquidão; 
● Dificuldade/dor para mastigar ou engolir; 
● Caroço no pescoço; 
● Irritação ou dor na garganta; 
● Mau hálito frequente. 

 

Mesmo após o tratamento, que pode ser realizado com cirurgia, radioterapia, quimioterapia ou imunoterapia, o câncer de cabeça e pescoço pode causar sequelas irreversíveis, mexendo com a estética facial, com a deglutição e alimentação, com a fala e a voz. “Os pacientes enfrentam desafios como deformação da face e do pescoço, diminuição do paladar e olfato, perdas funcionais como fala, respiração, mastigação, deglutição, audição e visão, que afetam sua qualidade de vida”, ressalta Melissa Ribeiro.

 

Existe, ainda, a dificuldade de reinserção social e de reabilitação destes pacientes, causada pela falta de informação e de políticas públicas voltadas a esta questão. A ACBG Brasil trabalha para que, em 2021, a Campanha Nacional de Prevenção do Câncer de Cabeça e Pescoço alcance todos os estados do Brasil, abordando tanto a questão da prevenção, quanto do diagnóstico, tratamento e reabilitação. O Julho Verde ocorre do dia 1º ao 31 de julho, sendo 27 de julho o Dia Mundial de Prevenção do Câncer de Cabeça e Pescoço. 

 

Sobre a ACBG Brasil 
 

A ACBG Brasil é uma organização da sociedade civil de direito privado, sem fins lucrativos, habilitada como OSCIP que trabalha em prol dos pacientes e portadores de câncer de cabeça e pescoço, e seus familiares em todo o Brasil. A presidente, Melissa Medeiros, teve câncer de laringe e sobreviveu após um longo e doloroso tratamento. No entanto, perdeu sua voz natural para sempre. A ACBG Brasil nasceu da vontade dela em ser útil à sociedade mesmo sem voz, tentando melhorar a jornada do paciente que passa por tal situação. Com o incentivo e orientação de seu filho, Gabriel Marmentini, criaram a primeira organização social voltada para acolher os pacientes com câncer de cabeça e pescoço no Brasil. Sendo o principal objetivo criar e melhorar as políticas públicas de saúde e de direitos básicos dessa população.


 Site da Associação https://acbgbrasil.org

 

Apoio Local  – GALC
 

O Grupo de Apoio aos Laringectomizados Totais de Caxias do Sul (GALC) é uma entidade civil de direito privado, sem fins lucrativos. Atua, desde 2019, com ações em prol da causa da Laringectomia Total. O trabalho desenvolvido, com irrestrito incentivo da comunidade local, objetiva, entre outros, promover e articular ações de reintegração social, especialmente relacionadas a pacientes laringectomizados totais que, com a traqueostomia definitiva, perderam a voz laríngea. 

 

A entidade, presidida pela fonoaudióloga caxiense Aline Ferla, que também representa regionalmente a ACBG, é apoiadora local da Campanha Julho Verde. O amplo grupo de trabalho é formado por pacientes laringectomizados totais, seus familiares e profissionais voluntários das áreas da Fonoaudiologia, Psicologia, Jornalismo, Direito, Ciências Contábeis e Música.


Texto: Diocese de Caxias do Sul



 
 
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